quinta-feira, setembro 28, 2006
Rasto de Desilusão
Hoje não sei o que escrever
Nada consigo pensar
Só tenho consciência que estou a viver
Porque me sinto a respirar.

Um mundo de confusão
Paira sobre os meus pensamentos
Deixando em mim rastos de desilusão
E um vazio em sentimentos.

Não encontro sequer uma solução
Para o que estou a sentir,
A dor devora-me como um tufão
Que por onde passa mostra prazer em destruir.

Não consigo ver o colorido do dia
Nem o aroma que se expande no ar
E quem bem que isso me fazia,
E como eu iria adorar.
 
posted by João Filipe Ferreira at 4:00 da tarde | Permalink |


3 Comments:


  • At 11:05 da manhã, Blogger Vera

    Espero que toda essa tristeza não esteja no teu coração, mas somente no papel. Mas o poema está, como sempre, lindíssimo! Beijo

     
  • At 10:23 da tarde, Blogger Angela

    Que tristinho! Mas há momentos na vida em que parece que estamos fora do nosso corpo... distantes de nós próprios... e sentimos que nada faz sentido...

    Muito intenso!

    Beijinhos.

     
  • At 7:58 da tarde, Anonymous Lara Dias

    à margem da desilusão

    perco-me na inexistencia de sentimentos
    perco-me na perpetua essencia dos tormentos
    que me perseguem pela madrugada
    quando acordo e durmo calada
    choro a dor que nao senti
    a perda que não perdi
    choro a falta de um amor
    a ausencia do ser amado
    choro a desilusao da dor
    o grito calado

    deixo-me ficar no vazio da vida
    à margem da desilusao
    Que foi nunca amar de paixao

     


// --> Add to Technorati Favorites site statistics
Web Pages referring to this page
Link to this page and get a link back!
////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////-->
www.e-referrer.com
>