quinta-feira, novembro 30, 2006
Sem Sentido
Estou sem inspiração
Os braços não conseguem escrever
Já não sinto o bater do coração
Já nem sei se ainda estou a viver.

Sinto uma fraqueza a tomar o controlo de mim
Impedindo-me de livremente respirar
Vejo este sofrimento não ter um fim
E isso faz-me por vezes desesperar.

Não consigo falar
Exprimir o que me atormenta,
Mesmo que tente não sei por onde começar,
Apenas sinto uma dor que todos os dias aumenta.

Cresce e me continua a destruir
Escurecendo a luz que ilumina o meu dia
Impedindo-me de sorrir
E de desfrutar momentos de alegria.

Como gostava de ter forças para de novo me levantar
E com determinação seguir o meu caminho,
Mas por enquanto continuo a acreditar
Que um dia terminará, esta vida sem sentido.
 
posted by João Filipe Ferreira at 12:42 da manhã | Permalink |


7 Comments:


  • At 8:41 da manhã, Anonymous Sara

    Depois de uns post tão coloridos de alegria, aparece um cinzento, muito cinzento...lindo como todos os que escreves, mas é urgente deixares o cinzento e o preto e pegares na palete das cores do arco-íris e pintares a tua vida cheia de cor....TU TENS FORÇAS SIM!! Pelo menos o cinzento no fim transforma-se em verde...
    Repara como o sol brilha hoje...

    Um beijo cheio de carinho pra um menino lindo, com um sorriso deslumbrante e um coração enorme!

    Sara

     
  • At 10:13 da manhã, Anonymous Anónimo

    Então hoje está um dia tão lindo e tu deixas aqui um post tão tristonho??? É véspera de fds grande e tudo... Isso não pode ser... :)

    Beijinhos :)

     
  • At 2:48 da tarde, Blogger Cris

    O que se passa? Onde está o sorriso? É a maldita da gastrite?

    Pff, não fiques assim! Todos temos direito ao nosso dia cinzento, por isso não digo mais nada, a não ser que o cinzento não combina contigo!

    Bjos e Bom Wk
    Cris

     
  • At 4:32 da tarde, Anonymous Anónimo

    Mais um lindo poema que retrata a dor da alma. Sabes... este poema teve um efeito esquisito em mim. Ultimamente a tua escrita revelara-se mais optimista, mais luminosa e, de repente, volta a escuridão. Parece que foi um choque. Não sei se o sujeito poético é o retrato do poeta...

    Beijo grande.

     
  • At 4:36 da tarde, Anonymous Anónimo

    É verdade... Tu poderás dizer o mesmo de mim. Ora num dia falo de amor, ora no seguinte já falo de dor. Mas o que escrevo, em geral, não tem a ver com o meu dia presente nem tão-pouco com a minha realidade. São sentimentos que um sujeito poético exterioriza.
    E já agora, felizmente não sofro de nenhuma dor crónica, nem física nem mental!
    Achei que deveria explicar isso.

     
  • At 5:24 da tarde, Blogger Vera

    Este poema hoje parece que foi feito para mim...
    E mais não digo.
    Beijo grande! Espero que estejas bem.

     
  • At 9:11 da tarde, Blogger mind

    hum... palavrs sentidas!
    espero k estejas onda há luz =)
    bjitux!

     


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